Não estamos mais juntos, mas vez ou outra ainda lembro de você


De repente comecei a recordar, sem melancolia, mas com muita doçura, o tempo em que estávamos por perto e compartilhávamos no silêncio de um quarto escuro, nossas emoções, desejos e esperança. Recordei - me de tudo aquilo que gostaríamos de ter vivido, senti saudades.  Estranho lembrar dessas coisas depois que eu mesma decidi ir. 

Mas, começo a ter a consciência  de que o amor não se atinge nunca, nem com o tempo, nem por escolhas mal feitas. Comecei a lembrar apenas das coisas boas que nos cercavam, para assim, poder me desfazer dessa loucura em que eu me submeti, deixando você partir. Lembrei - me da maneira como me tocava, das palavras e sorrisos que dedicávamos incansavelmente uma a outra. Do seu jeito de me olhar (sempre com um misto de desejo e  mistério)com  aqueles olhos castanhos, como os anéis de Saturno ,me entorpeciam. 

Ao me lembrar da temperatura do seu corpo, foi como se eu pudesse sentir tudo outra vez, cada movimento e cada curva que minhas mãos encontrava ao percorre - lo. Como se eu pudesse ouvir novamente o som da sua voz sussurrante penetrando os meus ouvidos. Pensei então, que talvez, mas só talvez, essas recordações tornassem possível a minha  tentativa de voltar atrás , para quem sabe reviver, viver. 

Pensei que apesar da realidade hoje ser outra, e apesar de todas aquelas lágrimas que covardemente eu lhe arranquei, poderíamos ceder, sem nenhum rancor , mágoas ou afins. Mas, infelizmente diante de todos os pensamentos que me levam até você a única coisa ao qual eu consigo seguir, é a inundação de falta de coragem. Eu admito, haverá sempre lembranças demais e coragem de menos.

- Tábata Schiavinato

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